Parece-me que o nosso Avaí começa a engrenar, mandando aquela velha maré de azar pelo ralo. Mas será mesmo?
Inicio esta postagem questionando acerca desta onda de maus resultados que se instalaram na Ressacada e, ao menos nestes dois últimos jogos, deram a trégua necessária para se colocar a cabeça no lugar.
A minha defesa é que não temos um time ruim, aliás, temos um time suficientemente qualificado para não cair e, com sobras, brigar na parte de cima da tabela, aquela onde figuram os dez primeiros colocados.
Um elenco com Lincoln, William (o nosso), Pedro Ken, Diogo Orlando (contestado por muitos), Leandro Lima, Rafael Coelho, Gustavo Bastos e o Guiñazu avaiano, Acleisson (guardadas as devidas proporções) é, quando bem treinado e com o psicológico em dia, um time para fazer frente à todos no Brasileirão 2011. Sim, eu escrevi todos. Até porque já vencemos grandes e tradicionais clubes do futebol. Quem não lembra aquela deliciosa vitória contra o Corinthians, em casa, no dia 31 de julho, ou essa contra o Flamengo, no último jogo? Isso sem abordar o clássico, que é um caso totalmente a parte, convenhamos. Estes resultados expressivos nos credenciam, passo a passo e com muita cautela, a posicionarmo-nos em uma colocação privilegiada da tabela e ir com folgas para a taça Sul-Americana do ano de 2012. Agora, para tal projeto, tem-se que reforçar, para não voltarmos ao filme do ano passado.
Em tempo, lembro que a manezinha e avaianissima Fabiana Beltrame faturou o título mundial de Remo, na categoria Single Skiff, na cidade de Bled, Eslovênia, no leste europeu. O Remo já foi um esporte muito praticado em Florianópolis, até meados do século passado. Cabe assim, ao Avaí F.C., aos moldes de como fez com o Thiago Tavares, lutador de MMA, incentivar diferentes esportes, promovendo assim seu nome tanto nacionalmente quanto internacionalmente, gerando mais receitas, assim como fazem os grandes clubes.
Voltando ao Futebol, claro, a maré ainda não está pra peixe, como nós manezinhos dizemos, mas é hora de começar a comemorar, bem como a apoiar a mudança de postura e ímpeto do time. E quem precisa colaborar, e muito, é o torcedor avaiano. Empurrar o time para cima do adversário ao invés de vaiar, gritar palavras de incentivo ao invés de xingar, são duas das diversas formas de influenciar nosso time para o sucesso nesta temporada. Logicamente, é a hora também de cobrar, dos dirigentes, uma postura organizada e coordenada das ações do clube, marketing e no campo de jogo.
Um abraço